quinta-feira, 21 de outubro de 2010

cineinterpolação

Também conhecido como TruMotion pela LG, Intelligent Frame Creation (IFC) pela Panasonic, Digital Natural Motion pela Philips, Auto Motion Plus pela Samsung, MotionFlow pela Sony e ClearScan pela Toshiba, a cineinterpolação (de motion interpolation) é uma tecnologia que, em poucas palavras, torna cenas filmadas a cadências abaixo de 60 fps (ou 50 em certos países) mais suaves ao olhar. Para quem não entende o suficiente, basta comparar como filmes (e certos documentários e desenhos) parecem menos suaves do que novelas, especialmente quando a câmara está em movimento. O que a tecnologia de cineinterpolação faz é exatamente deixar esses filmes (e certos documentários e desenhos) com um aspecto de filmado com uma câmara comum, uma câmara de novela de televisão, por exemplo.


Antes de entender a tecnologia
As filmadoras captam imagens a uma cadência de 24, 25, 30, 50 e 60 fps, dependendo do modelo e ao que se destina. Para ter uma ideia melhor do que 24 fps significa na prática, imagina uma câmara fotográfica que bate continuadamente 24 fotos pelo intervalo de apenas 1 segundo. A cada segundo que passa, 24 fotos são batidas, 24 imagens capturadas. É isso que uma filmadora faz.

Através de pesquisas cientistas chegaram à conclusão de que piscar uma luz a uma cadência acima de 48 vezes por segundo (ou 48 Hz), ela passa a aparentar ser uma luz estática. O mesmo vale para a cadência de captura de imagens. Quanto maior o número de fps, mais suave a imagem vai parecer, e com base nessa pesquisa, filmagens à cadências acima de 48 fps produzem imagens de movimentos suaves.


Como funciona a tecnologia de cineinterpolação?
Através de um moderno processamento de imagem, o aparelho reprodutor analisa a maneira como os movimentos ocorrem nas imagens e, tal como um Photoshop automático e contínuo, cria uma ou mais imagens extras entre duas originais, representando um movimento intermediário. Através desse processo, o que originalmente era exibido a 24 fps, caso dos filmes que passam no cimena, são então exibidos a 48 fps, ou se forem criados dois quadros extras intermediários, a 72 fps. O resultado é uma imagem suave, especialmente durante cenas onde ocorrem muitos movimentos. Muitas vezes, ao assistir um filme assim, mais parece que 'tamos assistindo a seu making of.

Cuidado com os exageros
Esse sistema, embora batizado pelas marcas com nomes particulares e até explanado de maneira diferente, é tão e somente o que expliquei aqui, e nada mais. Há propagandas que ja pregam que a TV aumenta para 200 fps (anunciado como 200 Hz) ou até mesmo 400. Na prática, acima de 120 Hz, não há nenhuma diferença significante que valha a pena pagar mais. Não se deixa enganar, pois é pura apelação. Além de televisores, a tecnologia já vem incorporada em famosos programas de vídeo de computador, como o WinDVD, CrystalPlayer, PowerDVD e o SplashPRO.



Observação importante
Existe a cadência a qual o vídeo foi originalmente exibido e a cadência ao qual o televisor atualiza a imagem. São duas coisas diferentes. Uma TV quando exibe um filme, geralmente está exibindo a 24 fps mas com uma taxa de atualização de 60 Hz. Para complicar e enganar, os fabricantes utilizam da sigla Hz para falar de cineinterpolação, o que no caso seria a mesma coisa de fps, e como expliquei acima, a pessoa não obterá benefícios visíveis com taxas acima de 120 Hz.

No que se refere a taxa de atualização, ainda pode-se notar melhoras com valores acima de 120 Hz, mas duvido que 99 % das pessoas percebam. Em resumo, taxa de cineinterpolação de 72 fps (máxima de 120) e taxa de atualização de 120 Hz (máxima de 240) são suficientes para proporcionar uma experiência visual totalmente nova. Valores acima desses são pura apelação.

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